A evolução da tecnologia vem trazendo cada vez mais novidades para o mundo empresarial. Essas inovações não se restringem apenas aos modos de produção, mas, principalmente, ao fornecimento de métodos mais eficientes para comunicação e para segurança de toda informação que é produzida dentro das empresas.

Dentro dessas revoluções trazidas com a tecnologia, veio o que chamamos de computação na nuvem. Hoje em dia não há mais tanto espaço físico disponível para que as organizações invistam dinheiro para montar grandes infraestruturas de servidores, maquinários e tantos outros itens que até algum tempo atrás eram comuns e considerados essenciais.

Com isso, é possível, por exemplo, abrir uma empresa e montar um setor de TI sem qualquer tipo de servidor físico. Afinal de contas, a ‘nuvem’ se consolida cada vez mais como um elemento fundamental para a rotina de trabalho. Antes inovação, hoje peça-chave.

O Brasil, certamente, está dentro dessas mudanças. Em 2011, 75% das grandes empresas brasileiras já utilizavam cloud computing, de acordo com pesquisa feita pela Kelton Research, a pedido da Avanade. Mundialmente falando, empresas gigantescas como Netflix, Google e Uber também já são adeptas da computação em nuvem.

O uso da nuvem, inclusive, é tema de diversos estudos, e especialistas acreditam que muito em breve não a utilizar será algo raro. Considerando que esse é o caminho a ser seguido, um conceito já vem chamando atenção: o cloud-first.

Sobre o que estamos falando?

Se antigamente precisávamos, por exemplo, comprar mídias físicas para a instalação de softwares em nossos computadores, hoje em dia isso é cada vez mais raro. Os programas já estão disponíveis na nuvem e pagamos pelo acesso a eles.

Outro exemplo no mesmo sentido diz respeito ao armazenamento e ao backup de informações. Já foi comum utilizar disquetes, CDS, DVDs, HDs externos, pendrives. Ainda que alguns destes ainda existam no mercado, sua presença é diminuída gradativamente. Isso porque as pessoas hoje em dia têm acesso a serviços como Dropbox e Google Drive, por exemplo, nos quais é possível salvar arquivos como fotos, vídeos e documentos sem precisar sequer pagar um centavo a mais por isso.

Percebe como a maneira de usar a internet está sendo modificada? Se antes a mídia física era a primeira opção, hoje em dia a ‘nuvem’ está se tomando cada vez mais o primeiro lugar. Cloud-first diz respeito exatamente a essas transformações, em que as estratégias que utilizam a nuvem são a primeira opção.

Passando do uso comum e pessoal para o que é feito em empresas, podemos descrever o conceito como uma revolução para as equipes de TI das organizações. O modelo adotado se diferencia do que era feito até pouco tempo atrás, mas já se adapta ao que vem crescendo de forma animadora em todo o mundo.

Também podemos entender que isso está mudando completamente a forma de desenvolver softwares. Hoje, quem trabalha com Tecnologia da Informação precisa se atentar que a nuvem está à frente, vem antes de qualquer outra estratégia. Por isso, os programas já são voltados à nuvem, e não a mídias físicas, como antigamente.

Como surgiu ?

O surgimento do cloud-first é datado em 2006, com a criação dos primeiros provedores de nuvem pública. Na época, era utilizada apenas para empresas menores e possuía capacidade bem reduzida. Devido ao sucesso e à eficiência, aos poucos foi chamando a atenção dos grandes investidores e também das grandes corporações, que adaptaram e melhoraram a prática, colocando a computação em nuvem à frente em seus armazenamentos.

Para entender o tamanho da importância que o modelo ganhou, o governo dos Estados Unidos reconheceu a nova forma de trabalhar com arquivos e armazenamentos e publicou um manual chamado Federal Cloud Computing Strategy, que traz informações importantes sobre como os governos de todo o mundo poderiam adotar a mesma política.

O futuro está na nuvem? Ou seria o presente?

Se estivéssemos em 2008, poderíamos ainda dizer que a computação em nuvem era algo mais voltado ao futuro da tecnologia, que muito em breve seria difundido e utilizado. Mas já vivemos o ano de 2018, quando os recursos tecnológicos ganham inovações a cada instante e a nuvem não é uma perspectiva para o futuro, mas sim já faz parte do presente.

Adotar a nuvem como a primeira estratégia, ou seja, cloud-first já mostra como o uso da computação em nuvem vem influenciando o trabalho das organizações. Além de proporcionar um trabalho muito mais eficiente, é mais democrático. Não apenas pessoas com muitos recursos financeiros podem adotá-la, mas qualquer um que esteja disposto a adaptar à sua forma de trabalhar, investir menos e ganhar muito mais em recursos.

E quando tudo estiver na nuvem?

Não é nenhuma loucura afirmar que muito mais do que a nuvem ser escolhida como primeira estratégia: em breve, tudo será baseado e estará nela. Diversas empresas já estão migrando totalmente sua infraestrutura para a cloud computing e não demorará muito para que, assim como o uso de recursos como o armazenamento e o backup em nuvem se tornaram comuns, o cloud-only também seja.

O mercado está se desenvolvendo, novos profissionais estão se especializando e, consequentemente, ainda mais novidades surgirão. O novo conceito não é uma aposta, longe disso. Mas também já se encaminha para se tornar uma realidade. Isso é comprovado em pesquisas: a Forbes, por exemplo, apresentou um estudo no qual 80% das empresas, entre 2.000 profissionais ouvidos, já seguem a estratégia da qual tudo se resume à nuvem.

Até onde o poder de alcance da nuvem vai chegar? Será mesmo que dentro de alguns anos todos os tipos de estratégias relacionadas à TI estarão dentro da cloud computing? Cloud-only será tão comum no futuro como a forma que utilizamos a nuvem na atualidade já é? O que vem por aí? Só nos resta aguardar ansiosamente para saber as respostas.

E aí, o que você acha das transformações causadas pelo avanço da tecnologia e o crescimento das ideias de cloud-first? Se tem dúvida sobre o assunto ou deseja saber o que fazer para que a sua empresa se adapte a essa nova realidade, entre em contato conosco para obter mais informações.